Após seis anos no comando, José Sérgio Gabrielli deixará a Petrobras para se dedicar a carreira política, e deve ocupar um cargo de confiança no governo da Bahia, seu estado natal.
Em seu lugar, assumirá Graça Foster, primeira mulher a comandar a maior empresa do país, que é hoje a quinta maior companhia petrolífera do mundo. Graça é petista, mas sua carreira deixa claro que o partido político não é o fundamento de sua nomeação. Graça cursou Engenharia Química, pós graduou-se em Engenharia Nuclear, possui MBA em Economia e atua há 32 anos na Petrobrás, desde 2007 como diretora de gás e óleo. A experiência na área foi suficiente para que o mercado reagisse com tranquilidade a notícia de sua nomeação. Sua trajetória começou em uma comunidade que hoje faz parte do Complexo do Alemão, onde cresceu, e chegou a ser catadora de papel para ajudar nas despesas familiares e custear seu material escolar.
O maior desafio de Graça Foster, enquanto gestora da Petrobrás, será implementar o plano de investimentos bilionário da empresa, que tem atrasado devido a exigência de que 95% dos equipamentos sejam de origem nacional. Embora Gabirelli negue qualquer divergência com o governo a esse respeito, a revista menciona uma discussão interna na Petrobras, buscando uma alteração nesta exigência. Tal discussão é dada como encerrada, pois a nova presidente é a favor de manter o percentual de investimento em equipamentos brasileiros em 95%.
Em comum com Dilma Roussef, que conhece desde a década de 90, além do partido, Graça tem a fama de autoritária e centralizadora. Com uma rotina de trabalho que ultrapassa as 12 horas diárias, é considerada detalhista e organizada, e declara utilizar planilhas e calendários para controlar as atividades delegadas. A reportagem destaca o apelido de “A Dilma da Dilma” e ressalta a proximidade entre as duas, dizendo que a expectativa da presidente da República, é que Graça dê agilidade a gestão da petrolífera.

As informações são de que a maioria dos diretores permanecerão no cargo, mas a nova presidente da Petrobrás ainda não se pronunciou a respeito disso, nem a respeito de sua futura função, o que deve acontecer apenas após a posse, dia 13 de fevereiro.
*Texto de Ana Laura de Brito Leles. Graduada em Administração de Empresas e atua como supervisora administrativo na Partone Industrial Ltda.